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quinta-feira, 1 de junho de 2017

IH! QUEBREI MEU CELULAR… “SEM QUERER”?

Este POST é uma contribuição genial do amigo André Mello, retirado do blog mantido por ele e sua querida esposa Gisele. Visitem https://ipsi.blog/
Meu “chinesinho” quebrou! Argh! Pra quem não me conhece, aqui vai um resumo. Adoro esses gadgets. Acompanho as novidades, busco alterações, fuço o celular ao extremo. É um hobby. Desde o iPhone 4, resolvi dar uma chance ao Android e uma coisa leva à outra, acabei indo parar em start ups chinesas. Dessas, me encantei com a OnePlus – #ficaadica ;-D.
heartattack Ih! Quebrei meu celular... "sem querer"?
Fonte: Google Images
Tive o primeiro modelo e depois o terceiro – que foi o último. Estava muito interessado no próximo lançamento, que deve ser o oneplus cinco. Tudo ia bem até que, de repente, deixo meu celular – perfeitamente funcional e ótimo – cair no chão e “pimba!”, a tela arrebenta e não dá mais para usar o celular… Sofro um “pequeno ataque cardíaco” até que… Ei! O cinco já está saindo, lembra?! De repente não foi de todo mal esse cair e quebrar, afinal… E nesse momento o pesquisador em mim se questionou: Será que não há ligação entre essas duas variáveis – o lançamento de um novo celular e o dano ao meu celular atual? Será que meu comportamento foi tão “sem querer” quanto quero crer?
Buscando informações na web, me deparei com um artigo de Korkki (2017) que referencia algumas informações que, como psicólogo e aficcionado por celulares, achei interessantes e pertinentes. Segundo o autor, Silvia Bellezza e colegas escreveram um artigo que está para ser publicado no Journal of Marketing Research em que constataram que
“Consumers act more recklessly with their current products when in the presence of appealing, though not yet attained, product upgrades (not just mere replacements)” – (KORKKI, 2017)
Em tradução livre, “Consumidores agem de maneira mais imprudente com seus produtos atuais quando na presença de um atraente, ainda que não disponível, produto atualizado (não apenas uma mera reposição”. Assim, apenas para resumir, segundo os pesquisadores, a publicidade exaustiva em torno de um novo produto – no meu caso, o Oneplus 5 – pode levar o consumidor – eu – a se tornar mais imprudente com seu produto atua – “Putz! Quebrei meu celular! Ah, que pena! Mas, espere! Há um novo! Que bom!”
Para chegarem à essa conclusão, os pesquisadores verificaram uma base de dados do site imeidetective.com, que registra imei’s de celulares perdidos ou roubados e descobriram que as pessoas buscavam rastrear seus aparelhos menos frequentemente quando da existência de uma atualização próxima. E isso não aconteceu apenas em celulares. Eles entrevistaram mais de 1000 consumidores de produtos diversos desde shampoo até óculos escuros e constataram que eles eram menos cuidadosos com seus produtos quando sabiam que uma versão melhorada do produto estava disponível.
A explicação para isso dada no artigo é que quando compramos um celular, é como se lançassem um aviso no nosso cérebro dizendo que devemos aguardar por um tempo – digamos, dois anos. Assim, quando um novo modelo é lançado – e são lançados modelos novos a toda hora, por um lado sentimos o desejo de comprar, mas por outro sentimos uma culpa por deixar de lado um aparelho que funciona perfeitamente. Essa angústia será tão maior quanto maior for a percepção de que o novo é melhor que o antigo. Imagine: você sempre quis um celular para ir à piscina e esse novo modelo, além de ser mais rápido e mais bonito… é à prova d’água!!!
Sua mente parece, então, achar um atalho para satisfazer esse desejo: perder ou quebrar o aparelho. A solução aparece no final do artigo como um alento ao consumista ferrenho e uma sugestão para transformar um consumismo em um ato mais produtivo:
One way to try to counteract this unconscious behavior is to think about donating our older purchases to friends or family members, Professor Bellezza said: “When we are thinking about giving things to someone that we care about, we become less careless.” (KORKKI, 2017)
“Uma maneira de tentar contrariar esse comportamento inconsciente é pensar em doar seu velho aparelho para amigos ou membros da família, diz a professora Bellezza: ‘Quando estamos pensando em doar coisas para alguém de quem gostamos, nos tornamos menos descuidados'”
#ficaadica
Referências
KORKKI, Phyllis. Damaging Your Phone, Accidentally on Purpose. 2017. Disponível em: . Acesso em: 31 mai. 2017.

sábado, 27 de junho de 2015

Você sabe o que é DEPRESSÃO?

Toda hora a gente vê alguém falando que está ou esteve em depressão. Quando não é assim, é falando que conhece alguém que está ou esteve. É gente pra caramba reclamando disso. É gente pra caramba sofrendo, direta ou indiratamente, por estes "rebaixamentos de humor".

Apesar desta enorme quantidade de pessoas queixosas, de si mesmos ou de outros, precisamos compreender o que é o distúrbio DEPRESSÃO e o que é um estado depressivo, pois são coisas muito diferentes. Quem tem a doença, costuma estar em estado depressivo mas, quem está em estado depressivo, não necessariamente tem a doença depressão.

O que quero dizer é simples. A perda de um ente querido e próximo, por exemplo, por mais que te entristeça ou "deprima", tende a te deixar em estado depressivo, não te enquadrando, necessariamente, no diagnóstico de depressão. É claro que um evento como este pode desencadear o desenvolvimento da patologia, mas isso não é regra. Costumamos entrar em estado depressivo, como consequência de eventos negativos, e ficamos neste estado por um tempo até que consigamos reordenar nossas mentes e atividades, reerguendo nosso humor e dando continuidade à vida. Os processos terapêuticos podem ser úteis, nos casos mais graves, mas medicamentos não costumam ser necessários.

O distúrbio denominado DEPRESSÃO é algo mais complexo e que, via de regra, não vai se "resolver" sozinho. Costuma ser um quadro mais longo onde, inclusive, podem haver alterações na própria capacidade do indivíduo produzir neurotransmissores cerebrais, fazendo com que o mesmo fique em estado de rebaixamento de humor mesmo que não hajam motivos diretos. Muitas vezes, quando há motivos, eles podem ser superlativamente interpretados e considerados, levando a reações muito maiores do que o estímulo que as desencadearam. A psicoterapia é FUNDAMENTAL para o tratamento deste distúrbio e pode ter seus resultados maximizados pelo uso de medicamentos adequados.

A melhor maneira de saber se você está passando por um momento depressivo ou se tem mesmo o distúrbio é passando por uma avaliação com psiquiatra ou psicólogo. Não tente se diagnosticar sozinho, pois fazer isso corretamente é praticamente impossível. Busque auxílio profissional se você está apresentando sintomas como os seguintes:

- tristeza profunda, com ou sem motivo aparente;
- dificuldade para dormir;
- alteração do apetite para mais ou para menos;
- alterações no comportamento sexual;
- falta de ânimo ou um cansaço quase incapacitante;
- choros aparentemente sem motivo;
- reações agressivas desproporcionais aos estímulos;
- negatividade exacerbada, pessimismo;
- incapacidade de sentir-se satisfeito;
- angústia;
- dores corporais sem causa aparente;
- medo ou insegurança aparentemente sem justificativa.

Se você está profundamente triste, por conta de algum acontecimento específico em sua vida, procure dialogar sobre isso, se possível, com um psicólogo. Esta é a melhor maneira de "processar" os acontecimentos e continuar caminhando adiante. Não se deixe "travar" e perder tempo apenas por não procurar uma ajuda. Aproveite pra dar uma lida neste outro post aqui.

Acredite no poder da mente humana, tanto para te fazer mal quanto para te fazer bem. Use isso a seu favor. Busque auxílio.

Sozinho você vai longe mas acompanhado você vai até onde puder sonhar.