segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A reportagem do Rede Bahia Revista

Agora foi, pessoal.

Acabei de assistir a reportagem do Rede Bahia Revista de hoje, da qual participei, sobre Ortomolecular. Foi uma das poucas vezes em que eu vi um material de mídia ser formatado realmente com objetivos de esclarecimento sobre a Ortomolecular. Isso me deixa muito feliz. Obrigado à produção do programa e a Ana Valéria, super carinhosa e competente em seu ofício.

A participação foi pequenininha, mas deu pra esclarecer alguns aspectos importantes.

Primeiro de tudo, que a prescrição Ortomolecular não é "cheia de remédios". Nós temos a necessidade de prescrever alguns suplementos nutricionais (que você pode conhecer mais no post Suplementos Nutricionais) e, como a maioria deles precisam ser manipulados, para atingir seu alto nível de personalização, temos que recorrer às farmácias de manipulação. Como são feitos em cápsulas, e não comprimidos, acabam ficando distribuídos em muitas cápsulas, dando a impressão de "muitos remédios". São, na verdade, um complemento à alimentação diária. A quantidade de cápsulas varia diretamente com as necessidades e buscas de cada paciente, bem como depende de sua alimentação, atividades, riscos e alcance financeiro. Tudo isso é levado em conta. Só precisamos que todo paciente seja muito franco e claro nas suas demandas.

Carlinha mostrou as cápsulas que ela toma, algumas antes e outras depois das refeições, e fez um prato BEM light. Ela está seguindo um programa específico, que atende às necessidades dela, e o está executando muito bem. Há uma orientação nutricional temporária, que NÃO é dietoterapia (já que eu não sou nutricionista), e que serve para alcançar objetivos que atendem a ela. Não quer dizer que todos os paciente tenham que comer de uma forma específica e nem que exista algo como uma Dieta Ortomolecular.

Fiquei feliz e grato com a participação sensata do CREMEB, que manteve a posição técnica e ética que lhe cabe, ratificando o fato de que NÃO EXISTE ESPECIALIDADE MÉDICA ORTOMOLECULAR. É, sim, uma prática aberta a todos os profissionais médicos que se proponham a explorá-la e, eticamente, adquirir os conhecimentos necessários para tanto. Temos uma resolução do CFM, a 1938 de 2010 regulamentando a prática, em revisão a outra resolução, a 1500 de 1998.

Eu quis dizer, no pouco tempo, que o tratamento serve para otimizar o organismo e ampliar a saúde. Serve para, além de tratar pessoas doentes, evitar que elas adoeçam. O verdadeiro objetivo é promoção da saúde, não correr atrás dela. Quero que vocês corram COM ela. Saúde sempre e expandida, para uma qualidade de vida igualmente expandida.

Teria mais um montão de coisas pra falar, mas sabe como é televisão, né? O tempo é curto.

O que importa mesmo é que foi mais uma oportunidade de esclarecer a população sobre esta terapêutica que abre portas para uma saúde melhor e uma vida mais feliz.