terça-feira, 16 de dezembro de 2014

As 3 regras de ouro para a vitória.


Alcançar a vitória. Ser vitorioso. Quem não quer? 


Todo mundo quer vencer. Todo mundo quer alcançar algo a todo momento. Às vezes coisas mais simples, às vezes coisas bem complicadas, o que importa é que todo mundo está buscando chegar a algum lugar. Realizar alguma coisa. Nem que seja receber aquele salário mensal ou perder aqueles últimos 3 centímetros de barriga, sempre há uma meta... Ou sempre deveria haver.

Esta é a primeira regra de ouro para a vitória. META. Todos precisam de uma. Não é possível pensar em alcançar algo que não sabemos o que é. Isso é óbvio! Então por que fazemos tanto isso? Você nunca se pegou sem saber para onde está rumando, em termos de vida? Se não, que bom! Sei que a maioria de vocês, que está lendo agora, já se sentiu assim, meio à deriva, sem ter certezas sobre quais os rumos exatamente sua vida está tomando.

Sabe de uma coisa? Não deixe mais isso acontecer! Tome o leme da sua vida e entenda que quem tem que direcioná-la é você e mais ninguém. Olhe para o horizonte e encontre o ponto onde vai se focar. Defina seu objetivo. Sua META.

Vamos agora à segunda regra de ouro para a vitória.MÉTODO. Sem isso, nada feito. Os meios são fundamentais para encontrarmos o fim, apesar de não serem necessariamente justificados por ele. É preciso saber como alcançar a META e, muitas vezes, isso vai envolver a busca por mais conhecimentos ou alianças com outras pessoas ou instituições. Busque tudo isso! Avalie com cuidado o caminho que precisa trilhar e compreenda se você domina o método para realizar isso direito. Não estou te sugerindo perfeccionismo, mas sim que você tenha pelo menos uma preparação fundamental antes de se lançar ao desafio de alcançar sua meta. Pode ser que você também consiga tendo os aliados corretos, mas pense sempre que, por mais fiéis e leais que eles sejam, podem faltar um dia. Tenha conhecimentos básicos sobre tudo que envolve seu caminho e se aprofunde no que lhe seja fundamental. Não deixe todos os ovos no mesmo cesto.

É importante ressaltar que ter domínio do MÉTODO não significa, necessariamente, ter uma formação universitária ou algo que o valha. Não estou falando de títulos. Estou falando de saber REAL, conhecimento verdadeiro e capacidade de utilizá-lo a seu favor. Não falo de aventura mas também não acredito que um certificado seja a melhor ferramenta para que você realize grandes coisas. O conhecimento está aí para todo mundo e você pode, através da sua inteligência, estudar e desenvolver qualquer tema. Você sempre vai precisar de titulação formal para desenvolver profissões específicas, mas pode fazer muitas coisas com os conhecimentos adquiridos mesmo sem ser profissional na área, principalmente tendo os profissionais como aliados.

Agora vem o ponto mais visceral de toda essa conversa. Esta é a regra número 1, apesar de eu estar falando nela por último. Você precisa ter VONTADE.

Não estou falando em nada específico. Isso seria a META. Eu estou falando da energia primal e visceral que vem de dentro de você e te mobiliza. Falo do seu tesão pela vida e para realizar coisas. Falo da fagulha divina e infinita que repousa em seu coração e pode te alçar aos mais altos vôos, desde que você verdadeiramente queira. Você precisa ter VONTADE de ir em frente, de seguir adiante, de chegar mais longe. Sem isso, esqueça. Se não tiver isso agora, pare um pouquinho e descanse. Reflita. Busque a introspecção. Não force... mas também não pare! Busque ajuda!

Há muitas pessoas e profissionais que podem te ajudar a encontrar e reacender essa chama interior que te dá praticamente SUPER-PODERES! Busque auxílio com um profissional da Psicologia. Faça Coaching! Olhe pra dentro, com auxílio e encontre todo o seu potencial. Depois, coloque pra andar.

1. VONTADE
2. MÉTODO
3. META
4. APROVEITE OS FRUTOS DA SUA VITÓRIA!

Sejamos vitoriosos!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

O índice glicêmico é um aliado da dieta!


Este post é uma contribuição da nossa Nutricionista Marília Pontes, integrante da equipe Sallus - Saúde Integrada.

Já pensou em controlar seu peso conhecendo o índice glicêmico dos alimentos?

Não tem como abordar o assunto Índice Glicêmico (IG) sem antes falar da insulina, que é um hormônio produzido no pâncreas e que é liberado na corrente sanguínea para controlar os níveis de glicose no sangue. Esse é um poderoso e eficiente hormônio para controlar o uso, distribuição e o armazenamento de energia no nosso corpo. 

 o índice glicêmico é um indicador da velocidade com que a glicose, presente em um alimento, alcança a corrente sanguínea.

A ingestão constante de alimentos de alto IG faz o pâncreas secretar insulina continuamente para levar essa glicose para dentro das células. Se a ingestão de alimentos com alto IG continua, o corpo começa a converter o excesso de glicose em triglicérides, que são armazenados na forma de gordura. Cada vez mais o seu nível de glicose aumenta, mais insulina é produzida e mais resistente a ela seu organismo fica.

Por isso, dietas com elevado IG levam à hiperinsulinemia, consequentemente promovendo ganho de tecido gorduroso por diminuir os níveis circulantes de combustíveis metabólicos, estimular a fome e favorecer a estocagem de gordura.

Este gráfico está invertido. O ALTO é o verde e o BAIXO é o vermelho
O impacto glicêmico pode variar com o nível de maturação do alimento, forma física, a preparação e interação entre alimentos que são consumidos simultaneamente. Orientação sobre quais alimentos são de baixo IG, a importância de se priorizá-los no dia a dia e de se seguir uma dieta quantitativamente equilibrada pode favorecer um padrão dietético de melhor IG.
É importante lembrar que o índice glicêmico não leva em conta o nutriente do alimento, ou seja, não se deve basear a dieta somente no índice glicêmico.

Aqui está a Referência do índice para saber se o alimento apresenta baixo, moderado ou elevado IG:
Alimentos de alto índice glicêmico (>85)
Alimentos de moderado índice glicêmico (55-85)
Alimentos de baixo índice glicêmico (< 55)

Obs: segundo alguns estudos, dietas restritas em carboidrato são mais benéficas em relação àquelas com baixo teor de gorduras.


Fique atento ao que você come!!!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Planeje sua... morte?

Antes que você se assuste muito, este post é uma forma irônica de cuidar de um assunto importante. Leia até o final que você vai entender.

Eu sei que o título ficou esquisito, até mesmo, macabro, mas é real. Este post nasceu de uma constatação sobre o comportamento da maior parte de nós. Parece até uma bobagem, mas não é. O fato é que, na maior parte das vezes, nós não conseguimos planejar nossas vidas. Já reparou?

É comum fazermos planos mas, a rigor, simplesmente fazer planos não é planejar de fato. Planos soltos e desconexos estão fadados ao fracasso ou a sucessos parciais, nem sempre satisfatórios. Um planejamento de vida envolve metas e prazos harmonizados entre si, garantindo resultados mais consistentes e satisfatórios. Quase ninguém faz isso direito.

Acredito muito que temos dificuldades em realizar determinadas coisas por uma questão simples de ponto de vista. Visto tudo isso, pensei numa coisa: vamos planejar nossas mortes então?

Sério. Já que não conseguimos planejar adequadamente nossas vidas, vamos planejar nossas mortes. É uma mudança de enfoque interessante. Vamos começar?

Antes de qualquer outra coisa, pense no tempo. Você quer morrer logo ou quer demorar mais? Existem atitudes adequadas pra quem quer ficar mais tempo aqui, em vida, e outras para quem quer se despedir logo. Ir rápido é relativamente fácil. Associe bebida, direção imprudente, falta de atenção com sua segurança pessoal e, em um país violento como o nosso, seu objetivo será alcançado. Quer ir lentamente, daqui a mais muitos anos? Coma bastante açúcar e amidos simples, como o pão; fume bastante; durma pouco; beba pouca água; guarde muitos rancores e mágoas; tenha um péssimo humor; irrite-se com facilidade; não use nenhum suplemento nutricional; não faça nenhuma modulação/reposição hormonal necessária. Seguindo estas dicas, você morre daqui a muitos anos, lentamente e, provavelmente, com requintes de agonia.

Vamos pensar em outra coisa agora? Seguros. Você é uma pessoal responsável com aqueles que dependem de você? Então tenha um excelente seguro de vida. Já que estamos planejando a sua ausência vamos, pelo menos, ajudar a garantir o financeiro de quem fica, compensando a sua falta pelo menos nisso. Não pense que é dinheiro jogado fora. Na verdade, um seguro de vida é um ato de amor para com sua família.

Continuando nosso planejamento de morte, reflita sobre suas crenças. Você acredita em vida após a morte com redenção ou danação? Reencarnação? Acredita em nada? Será que valeria a pena pensar um pouco mais no assunto e procurar qual seria seu alinhamento? Acredito que seja interessante ter uma idéia minimamente confortável sobre isso quando chegar a hora de cruzar esta fronteira. Que tal aproveitar para reciclar sua espiritualidade... ou não?

Vamos agora a uma outra questão interessante. Que legado você quer deixar neste mundo? Digo, como quer que as pessoas se lembrem de você? Já pensou que a maneira como você trata as pessoas, se relaciona com elas, mantém suas amizades e tudo o mais vai ficar gravada na mente de todas elas? Elas só terão, de você, lembranças. Como você quer que estas sejam? Boas ou más?

Saindo um pouco da esfera pessoal e indo para a profissional, você gostaria de deixar um legado também neste campo? Quer ser lembrado como um profissional excelente, que fazia a diferença ou aceita numa boa ter sido apenas mais um? Não tem nenhum problema não se destacar, mas se você tem interesse em deixar uma imagem especial nesta área, precisa se dedicar. Avalie sua conduta e direcionamento profissionais e veja se está no caminho certo para deixar a marca que gostaria. Pense em como quer que esteja este conceito quando você se for e faça por onde isso acontecer.

Vamos ter um pensamento agora que pode parecer meio bobo, mas também traz reflexões interessantes. Como você quer parecer no seu caixão? Melhor ou pior aparência? Mais gordo ou mais magro? Precisamos pensar nesta forma física pra conseguirmos figurar bem no momento. Sempre tem umas fotos, né? Então. Será que não tá na hora de começar a cuidar da forma física e da sua aparência geral? Tenho certeza que você será um defunto muito mais bonito se começar a se cuidar agora mesmo! Controle alimentar, rotina de exercícios, bom sono, boa hidratação, higiene respiratória... Tudo isso pode contribuir, e muito, para que você fique bem nesta hora tão importante.

Pois então. Já falamos sobre trabalho, legado, grana, saúde, forma física, aparência, relações interpessoais, crenças... Falamos sobre SUA VIDA! Planejando sua morte, estamos repensando como você de fato vive. Percebeu que interessante? Pensar sobre tudo isso, e muito mais coisas que não citei aqui, pode ser a chave para ter uma boa morte... TENDO UMA BOA VIDA.

Pense nisso. Esteja presente. Seja protagonista. Planeje.

VIVA!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Paleo Gourmet

Agora é pra valer!

Dia 13 de dezembro vamos trazer para Salvador Sallus Gourmet Natal - Delícias Paleo e Low Carb!

Será um curso rápido, durante todo o dia, para que vocês possam aprender como cozinhar, neste estilo de vida mais saudável, respeitando os sabores e belezas da boa culinária. A Sallus Gourmet Milena Orge conduzirá o curso, ensinando 5 pratos e 2 sobremesas e lançando seu livro, gratuito para os alunos, com o mesmo nome do curso.

Vai ser ótimo!!!

Assim ninguém vai ter mais desculpa pra furar a dieta no Natal...
INSCRIÇÕES - (71)-3354-4995 / (71)-3351-0378
gastronomiapaleo@gmail.com

https://www.facebook.com/clinicadeterapiaortomolecular?fref=ts

@clinicasallus

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Mudança

Este texto é uma contribuição da nossa parceira Isaura Andrade, psicóloga componente da Equipe Sallus Saúde Integrada.

A palavra mudança significa alteração de um estado, modelo ou situação anterior. Quando pensamos em mudar algo, logo pensamos no esforço que teremos que fazer, em todas as dificuldades que iremos (ou podemos enfrentar) e, com isso,no processo de mudança devemos esta atentos atrês pontos importanteso da Bagagem Emocional, onde são armazenados nossos medos, traumas, cicatrizes, mágoas, experiências anteriores, a do Habito, onde devemos perceber o quão alguns dos nossos hábitos do dia-a-dia podem confirmar-se como obstáculos à implementação da mudança escolhida e o Ambiente em que escolhemos estar inseridos, devemos ficar atendo às rotinas que implementamos nas nossas vidas. Verifique se facilitam ou se prejudicam o que pretende mudar. Observe que, mesmo com a vontade (desejo) de mudar, se não estivermos atentos aos três pontos anteriores, podemos continuar com a mesma Bagagem Emocional, com os mesmos Hábitos, com os mesmos Comportamentos e nos mesmo ambiente que nos levam à obtenção dos resultados anteriores. 

Ex: Uma pessoa identifica a necessidade de emagrecer. A mesma vai ao médico. Em muitos casos, matricula-se em uma atividade física mas pode, mesmo que inconscientemente, realizar a auto-sabotagem (não frequentar a academia, cometer excessos  e realizar a ingestão de alimentos inadequados, não seguir à risca as recomendações médicas e, com isso não alcançar o objetivo) e ficar trocando de dieta periodicamente.

No exemplo acima, os resultados obtidos pelo comportamento exercido serão a manutenção do peso e o afastamento do objetivo estabelecido. Não se deve esperar resultados diferentes para comportamentos iguais.

Mudar implica muito mais que vontade.Implica questionar-se o porquê de mudar. Para quê mudar? Qual a importância de realizar a mudança? Qual o significado que essa mudança vai ter na sua vida, no seu dia-a-dia, na sua relação consigo mesmo, com os outros e com o mundo? Quem vai beneficiar? Você, a sua família, os seus amigos, o seu patrão, a comunidade? O que será deixado para trás? Buscar compreender o que originou a vontade de mudar e conscientizar-se sobre o que seja necessário ser abdicado. Busque também imaginar-se após a conclusão da mudança, pois isso ajudará a aproximar o atual de onde se quer chegar.

Entender os motivos do que ou do porquê queremos mudar é uma parte do autoconhecimento e nos leva a perceber mais claramente algumas situações e comportamentos, mas por si só não gera a mudança. As mudanças precisam de tempo, reflexão, vontade, coragem e novas atitudes. Além disso, olhar para si mesmo exige que reconheçamos aspectos nossos desagradáveis ou inimagináveis, e isso não é tarefa fácil porque, muitas vezes, nos faz perceber que o problema que nos incomoda tanto no outro é também nosso.

Após definir o que quer mudar e por que quer, é hora de estabelecer metas e prazos. Essas metas e prazos devem estar bem definidos e delimitados.

Por exemplo: se pretende perder peso, não deverá dizer apenas “eu quero perder peso”. Deverá ser específico. Quanto peso pretende perder, em quanto tempo, como é que a sua vida ficará depois do resultado e o que irá sentir ao obter sucesso. Você quer bem-estar, felicidade, segurança e confiança? Escreva isso. Estabeleça o seu objetivo de forma clara, específica, positiva e que dependa de si para alcançar o resultado – “Eu pretendo perder cinco quilos no espaço de 3 meses. Para que isso aconteça, vou iniciar uma dieta e exercícios físicos na próxima semana, pois quero sentir-me confiante e orgulhoso do meu corpo”. Busque sempre estabelecer metas e um prazo razoável (factível) para o cumprimento dessas metas.

Muitas mudanças podem ser realizadas sem sofrimento, exaustão, ou crises se os questionamentos anteriores forem realizados.

A mudança consciente é um processo diário, saudável, que exige significar seus comportamentos e pensamentos, disciplina e principalmente mudanças de comportamento.

Então, coragem!


É certeza que as mudanças são inevitáveis e que sustentam nossa caminhada.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Possibilidades, ponderações e ações.

Ação.

Esta palavra pequena e simples representa tudo que devemos buscar na resolução de um problema. Sem ela, nada se resolve, nada se cria e nada se salva. Sem a ação, o mocinho não pode vencer o bandido e este, livre para agir, pode perpetrar maldades.

É claro que a ponderação e o planejamento devem vir antes, mas isto não os torna mais importantes. São, no máximo, tão valiosos quanto. Ponderação, planejamento e ação devem caminhar juntos, em fila indiana, nesta exata ordem, para que tudo que queremos seja alcançado ou, pelo menos, alcancemos o mais próximo possível.

As possibilidades e circunstâncias também são muito importantes nesta conversa, pois definem as


condições e limites para tudo que se pondere, planeje e vire ação. Muitas vezes, somos incapazes de avaliar adequadamente estes últimos fatores (que são, em verdade, primeiros) e pecamos por nos acharmos incapazes de alcançar ou, ao contrário, por arrogantemente acreditarmos excessivamente em nossa capacidade.

Não estou aqui discorrendo sobre as múltiplas possibilidades do nosso potencial interno infinito. Isso é imensurável, mas não somos treinados a utilizar adequadamente. Estou falando de aspectos muito mais práticos e óbvios que norteiam nossas tomadas de decisão e ações.

Quero te dizer, simplesmente, que procure, na maior parte das situações, percorrer este caminho:

1. Avaliar possibilidades e circunstâncias;
2. Ponderar e planejar;
3. AGIR!

Mais uma vez, como muitas coisa que escrevo aqui pra vocês, tudo isso parece um monte de bobagens óbvias. Beleza, então. Te desafio a mostrar que SEMPRE age assim. Eu duvido...

O mais comum é escolhermos quando queremos ou não queremos agir, quando queremos ou não queremos ponderar e planejar e quando queremos ou não queremos avaliar possibilidades e circunstâncias antes de tomar decisões. Não costumamos cumprir as três etapas suficientemente por acharmos que tais decisões são maiores ou mais importantes do que outras ou qualquer outro motivo.

Sabe o que eu vou te dizer? Simples. Nós NÃO sabemos!

Efeito borboleta.

Uma pequena decisão, que você acredita ser insignificante, pode mudar uma vida algumas esquinas adiante. O jogo do acaso (ou não) é intrincado e complexo demais para que possamos avaliar o quadro geral, de forma que trago a sugestão.

Decida tudo como se fosse muito importante.

Você nunca sabe quando será de fato.

Mais uma coisinha. DECIDA SEMPRE! SAIA DE CIMA O MURO!

É a sua VIDA que te pede.

Cuide-se.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Uma experiência MUITO enriquecedora!

De verdade, eu não esperava por isso.

Fiquei muito feliz ao perceber a aceitação das pessoas ao livreto que lancei semana passada As 6 Coisas Que Você TEM Que Fazer Para Ter Uma Saúde FENOMENAL! Leia também. É um material bem simples, curtinho, que se propõe a lembrar a todos que a base fundamental da saúde é composta por coisas muito simples, que precisam ser priorizadas e equalizadas.

O que quero dizer é que não adianta planos mirabolantes para buscar uma boa saúde se você não garantir o básico. Afinal de contas, um edifício não se sustenta sem uma boa fundação. Não surte os efeitos desejados iniciar um programa de atividades físicas intenso e bem elaborado se os pré-requisitos básicos não forem garantidos. De nada servirão tratamentos estéticos avançadíssimos se você não tiver um bom "terreno" para trabalhar.

Traduzindo de forma prática, é preciso dar atenção igual a 6 coisas:

DORMIR
COMER
DEFECAR
BEBER ÁGUA
URINAR
RESPIRAR

Não necessariamente nesta ordem. Na verdade, em NENHUMA ORDEM. O segredo é planificar as 6 coisas e dar a MESMA ATENÇÃO a todas elas. É isso que a gente não faz direito.

Você pode estar pensando:
- Que bobo! São coisas tão óbvias!

Te garanto que não são. Se você fizer uma rápida reflexão verá que prioriza enormemente alguma ou algumas destas coisas em detrimento de outras. Pode confiar. Faça o teste com sua consciência, se quiser. Eu percebo isso em meus pacientes, familiares, amigos e em mim mesmo há muito tempo e tenho percebido os benefícios ENORMES de promover essa equalização.

Independente de qualquer coisa, te garanto que a base da sua saúde passa pela equalização destes fatores. Se esforce para harmonizá-los e alcançará uma saúde FENOMENAL.

Aproveito para fazer justiça e publicar o prefácio do grande colega Dr Ícaro Alcântara que, por um erro de edição, não apareceu no livreto:

Antes de mais nada, agradeço ao colega Dr. Adolfo Duarte pelo convite para escrever este prefácio: entendo que esta honra deva-se principalmente à compatibilidade entre nossas formas de pensar sobre nossos pacientes e ao respeito e suporte profissional mútuos!

O grande trunfo desta obra é ser tão objetiva quanto simplesmente útil, direto ao ponto: a leitura é rápida e dela facilmente advêm conselhos efetivos que podem ser rapidamente colocados em prática na vida diária do leitor e já trazer benefícios; não esgota o assunto, até pelo seu tamanho e nem propõe-se a isto: lança luz sobre como é fácil trabalhar sobre as bases de alguns dos hábitos de vida importantes para a sobrevivência com qualidade de todo ser humano - basta conhecimento de qualidade e vontade/disciplina individuais em colocar isto em prática.

Ante o disposto, parabenizo o colega pela obra e recomendo a leitura atenta dela: garanto que será tão ágil (investimento bem pequeno do seu tempo) quanto proveitosa para a sua saúde geral!

Bom proveito!

Ícaro Alves Alcântara
Médico Homeopata
Pós graduado em Estratégia Ortomolecular em Medicina e Nutrologia Esportiva

Agradeço, aqui, pelo apoio de todos que ajudaram a divulgar e adquiriram o livreto, dentro e fora do Brasil. Espero que a leitura seja engrandecedora e os ajude a alcançar uma saúde cada vez melhor!

Saúde e Paz a todos!

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Sua falta de ENERGIA pode ser culpa do... Português!

Não. Isso não é piada de português. Tô falando sério.

Sabe quando você percebe que, mesmo comendo carboidratos antes do treino, o entusiasmo falta?
Você acaba pensando:

- Pôxa... Eu comi alimentos "energéticos" e tô assim, de maresia... com vontade de parar o treino. O que será que aconteceu? Quem poderá me ajudar?

Não vai aparecer o Chapolim Colorado aqui. Pode se tranquilizar. A culpa é do Português. Não me refiro àquele seu amigo imigrante que bravamente mantém negócios e gera empregos no Brasil. Este ajuda muito mais do que atrapalha. Eu tô falando da Língua Portuguesa na sua forma coloquial. Na forma falada e praticada.

Olha o que eu achei quando procurei o termo energia no Michaelis:


energia 

Capacidade dos corpos para produzir um trabalho ou desenvolver uma força. 2 Modo como se exerce uma força; eficácia. 3 Qualidade do que é enérgico; resolução nos atos; firmeza. 4 Atividade diligente. 5 Força física. 6 Força moral. 7 Vigor. 8 Força em ação. Antôn (acepções 3, 5, 6 e 7):fraqueza. E. absorvida, Eletr: energia gasta por uma máquina ou mecanismo durante o seu funcionamento. E. a ponto zero: energia cinética remanescente numa substância sujeita à temperatura de zero absoluto. E. atômica, Fís:energia liberada por alterações no núcleo de um átomo (como, p ex, pela fissão de um núcleo pesado por um nêutron ou pela fusão de núcleos leves em mais pesados), acompanhada de perda de massa; também chamada energia nuclear. E. calórica: energia desenvolvida pela ação do calor; energia térmica.E. cinética, Fís: energia mecânica de um corpo em movimento. E. de choque, Fís: energia cinética de um projétil no instante do impacto. E. de escape, Astronáut: energia por unidade-massa que deve ser comunicada ao projétil a fim de lhe ser dada a velocidade de escape. E. de ligação, Fís: energia que mantém juntos os nêutrons e prótons de um núcleo atômico. E. disponível, Fís:parte da energia de corpos ou sistemas que existe em condições tais que teoricamente pode ser derivado trabalho dela. E. elétrica: energia proporcionada pela eletricidade. E. eólia: energia derivada dos ventos. E. específica: energia interna por unidade de massa de um corpo. E. estelar: a) energia interna de uma estrela; b) energia irradiada por uma estrela. E. fornecida, Eletr: energia fornecida por uma máquina ou sistema (a um acumulador, p ex). E. latente: o mesmo que energia potencialE. livreFís:a) parte da energia de uma porção de matéria que pode ser alterada sem variação de volume; b) potencial termodinâmico interno; c) o mesmo queenergia disponível. E. luminosa, Fís: energia transferida por radiação visível ou na sua forma. E. mecânicaFís: capacidade para produzir trabalho. E. megacíclica: energia elétrica de frequência muito elevada. E. nuclear: o mesmo que energia atômicaE. potencialFís: energia de um corpo que depende de sua posição em relação a outros corpos e das forças ativas em relação a um estado normal; também chamada energia latente. E. química:energia liberada ou formada em uma reação química. E. radiante: energia que se propaga em forma de ondas; especificamente, a energia de ondas eletromagnéticas (como as de rádio, raios infravermelhos, luz visível, raios ultravioleta, raios X e raios gama). 

Eu coloquei pequenininho pra ocupar menos espaço, mas não perca seu tempo. Eu já chequei. Em nenhum lugar deste texto energia se traduz em entusiasmo. Nem mais em nenhum outro lugar que eu tenha procurado. Sabe o porquê? Simples! É porque são coisas diferentes.

Quando falamos que os carboidratos, assim como as gorduras, são alimentos energéticos, estamos nos referindo a esta capacidade de servir como fonte de energia, como combustível para que nosso corpo possa exercer suas funções. Não estamos falando sobre entusiasmo.

Já viu como você fica depois de comer uma macarronada? Ou um bocado de pão com manteiga? Fica super eletrizado e com vontade de sair correndo ou se sente tremendamente satisfeito e relaxado, com vontade de fazer... mais nada?! Em geral, impera a segunda opção. Isso acontece porque, quando ingerimos alimentos de alto índice glicêmico, acabamos produzindo um bocadão de serotonina, o neurotransmissor responsável pela satisfação (e não felicidade, como muitos dizem por aí).

Neste momento você pode pensar:

- Mas isso não é bom, Adolfo? Sentir-se satisfeito é ótimo!

Seria mesmo... se durasse. Não dura. É efêmero. Pior ainda: passa logo e dá uma vontade doida de curtir esse barato de novo... e lá vai você atrás de mais carboidratos simples, no caminho de virar uma baleia se arrastando pelo chão e cheia de doenças metabólicas. Caminho para o fundo do poço.

Agora relaxe um pouco. É claro que eu estou falando em excessos e tipos de carboidratos específicos. Além disso, há um outro tanto de elementos envolvidos aqui, como a irritabilidade intestinal pelo glúten, dentre outros. Não estou falando mal de carboidratos, como alguns podem pensar, às vezes. Eu só quero alertar você pra uma coisa: comer açúcares não vai te dar ENTUSIASMO. No máximo, você vai ter um pulso rápido de euforia, seguido por uma sensação de que não precisa fazer mais nada e, depois, que precisa comer mais ainda estes alimentos.

Modere-se e procure ajuda profissional para organizar sua alimentação. Não fique tentando fazer sozinho! Estamos aqui pra isso.

Só mais um lembrete, para provocar um pouco. A fonte de energia primária e principal para os seres humanos, nos últimos 200.000 anos foi, e ainda é... a GORDURA ANIMAL.

EAT BUTTER!

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Você é o que Come?

Este texto é uma contribuição da nossa colaboradora Aline Del Raso, psicóloga que também participa da equipe Sallus - Saúde Integrada.

O comportamento alimentar tem bases biológicas, sociais e psicológicas. A primeira delas fala acerca da necessidade fisiológica de se alimentar, que é regulada por fatores endócrinos, metabólicos e neuronais, existindo estruturas cerebrais, tais como o hipotálamo (saiba mais aqui), que regulam as sensações de fome, sede e saciedade. A segunda nos lembra dos padrões de beleza e saúde instituídos a cada 10 anos ou a cada mudança de século, o que faz com que boa parte da sociedade trace uma busca implacável por um objetivo, muitas vezes, imposto socialmente, e distante do verdadeiro desejo de cada um. Por último consideraremos os fatores psicológicos que são os determinantes para a manutenção de um determinado comportamento alimentar, ou para uma mudança que passe por uma aceitação profunda do sujeito e uma efetiva motivação para alcançar melhor uma qualidade de vida.


A escolha por uma alimentação saudável não depende apenas do acesso a informações nutricionais adequadas. O comportamento alimentar costuma ser regulado pelo prazer que os alimentos proporcionam, e são as atitudes aprendidas desde muito cedo, na família e na sociedade, que determinam a forma como cada indivíduo se alimenta. É possível afirmar que boa parte das pessoas ainda não conseguiu desenvolver a capacidade adequada para lidar com as suas próprias emoções tendendo a traduzi-las como fome. Muitas vezes o mal estar que não pode ser descrito em palavras é literalmente engolido e substituído pelo prazer que vem de fora, proporcionado, muitas vezes, pela comida.  Logo, podemos dizer que você não é o que come, você come aquilo que você não consegue digerir psiquicamente.

Assim, antes de modificar o comportamento alimentar na tentativa de alcançar os padrões de beleza impostos pela sociedade é preciso cuidar do significado do ato de comer, nesse sentido algumas perguntas podem ser feitas: Para que eu como? O que eu compenso com a comida? Como o meu ato de comer fala de mim? Caso essas questões tragam reflexões ou algum incômodo é possível que comer não seja apenas um ato de nutrir o seu organismo. Nesse caso é aconselhado que haja um cuidado maior no entendimento da formação da sua identidade pessoal, que inclui aspectos neurofisiológicos, pessoais e sociais, assim como da sua consciência acerca do seu corpo e da sua existência.

Nesse sentido, emagrecer pode ser um ato de amor para consigo, mas pode se tornar um momento de intenso sofrimento. O que costuma ser decisivo na forma como se encara o processo é o nível de aprofundamento que se tem a respeito de si mesmo, a auto-estima, o suporte interno e o acompanhamento de profissionais qualificados e sensíveis.


Cuide de si com amor e responsabilidade. 

Aline Del Raso
CRP 03/03579
alinedelraso@yahoo.com.br

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Temos que nos adequar à dieta de nossos ancestrais

Este texto é uma contribuição do nosso colaborador, o Nutricionista Junior Brito, lembrando brevemente a necessidade de se adequar a dieta Paleo aos dias atuais.

O período Paleolítico, conhecido como idade da pedra lascada foi um tempo onde a maior descoberta foi o fogo, que contribui para a humanidade até os dias atuais e a construção de ferramentas para caça e defesa. Os habitantes deste período eram nômades, pois ainda não havia a prática da agricultura e essa mudança de localidades se aplicava a sazonalidade de frutas e vegetais, porém esses não eram sua principal fonte de alimento. A caça, principal responsável pela sustentação alimentar, era a principal fonte de sobrevivência nutricional.

A alimentação desta época era algo intrigante se comparada com os parâmetros de alimentação saudável dos dias atuais. Gordura e proteína, provenientes de caça, eram o que proporcionava sustentação e nutrição para os indivíduos deste período e, como complemento, vegetais (frutas, verduras...) que cresciam na época (sazonais). A composição corporal dos hominídeos paleolíticos era de baixo percentual de gordura.

Como indivíduos que se alimentam principalmente de gordura animal conseguem tal feito? Este foi o questionamento dos estudiosos da dieta dos nossos ancestrais. A dieta paleolítica foi estudada e aplicada nos dias atuais com resultados alarmantes: redução de peso (gordura), hipertrofia muscular, diminuição dos riscos por alimentação rica em carboidratos. Estes não devem ser ignorados, porém como devemos adequar aos dias atuais? Como fazer dieta paleolítica?

A dieta paleolítica pode e deve ser adequada aos dias atuais pois alguns fatores evolutivos impedem a aplicação fidedigna, ou alguém ainda caça pra viver nas grandes metrópoles? Não somente nós nutricionistas como também profissionais de saúde em geral deve atentar pra essa vertente e utilizar como ferramenta e estratégia nutricional para aplicar em seus pacientes. Os benefícios podem ser surpreendentes!


Nutricionista Júnior Brito
junioreco@hotmail.com

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

6 Coisas Que Você Tem Que Fazer Para Ter Uma Saúde Fenomenal

Toda hora eu vejo um bocado de dicas de saúde em tudo quanto é canto.



Isso me deixa feliz pelo fato de perceber que as pessoas estão dando atenção à necessidade de se cuidar (se não houvesse demanda pelo tema, ninguém estaria escrevendo sobre ele) mas, ao mesmo tempo, me deixa triste perceber uma falta de foco imensa, onde se atira pra todos os lados, deixando todo mundo confuso.

O que quero dizer é simples: cuidar da saúde é, fundamentalmente, simples. Não há necessidade, a princípio, de se tomar o chá da flor azul da montanha escura nos confins  do deserto de Gobi, que floresce apenas 1 dia por ano, aleatoriamente, à noite, feito com baba de dromedário albino cego.(!!!) Tem gente inventando um bocado de presepada, com fins exclusivamente comerciais.

Muito material divulgado é útil. Não tô aqui dizendo que nada seja. Na verdade, percebo que a grande maioria do material é bem intencionado pra caramba! As falhas são mais técnicas e falta de apelo, do ponto de vista do marketing. Os melhores materiais quase sempre têm um marketing fraco. Alguns poucos materiais bons são bem divulgados. Muitos materiais bem difundidos são muito bem intencionados, mas contêm falhas técnicas que comprometem os resultados de quem os venha a seguir. Boa parte disso tudo é, simplesmente, culpa da complicação.

A idéia é que a saúde se desenvolve em cima de uma fundação que tem 6 elementos principais: dormir, respirar, comer, beber água, fazer cocô e fazer xixi. Se realizarmos estas 6 funções direitinho, teremos uma saúde básica fenomenal. Esta é a base sobre a qual desenvolveremos todo o resto. Exercícios, trabalho, relações humanas, sexo, estudo e todos os outros aspectos que a saúde envolve, se estruturarão em cima dessa base. Isso é simples... a princípio.

A dificuldade está em compreender que precisamos realizar estas 6 funções com o mesmo grau de atenção, dando a mesma importância. Nossa cultura nos fez elevar, sobremaneira, o valor do ato alimentar, em detrimento dos outros 5. Isso é um erro. Hoje em dia, nos reunimos para comer E fazer algo, e não para fazer algo e, se houver necessidade, comer alguma coisa. Nos reunimos em torno do ato alimentar, transformando as celebrações em come(r)morações (me permitam a licença poética). Ao mesmo tempo, negligenciamos o sono para realizar isso ou aquilo, "prendemos" o xixi para não perder tempo, nem lembramos que respiramos, fazemos cocô se der e como der, esquecemos de beber água e por aí vai.

Você convida amigos para sua casa e a primeira preocupação que surge é: o que vamos servir? Caramba! O foco deveria ser o porquê da reunião. O ponto mais importante deveria ser garantir o conforto do encontro e a viabilidade do diálogo, a manutenção de um ambiente agradável e seguro. Ao invés disso, nos preocupamos com o que comer. O pessoal não tem comida em casa não?! (HAHAHA!)

Não tenho nada contra as pessoas se encontrarem para comer, o problema é que nós temos feito isso demais ultimamente. Você já tentou fazer uma reunião de trabalho em um almoço? Consegue conversar de boca cheia? Acredito que não. Nunca é produtivo. É um desvio de foco. Por que não almoçar E, DEPOIS, fazer a reunião? Ou o contrário. Faria mais sentido pra não ser mal educado cuspindo farofa na cara dos outros.

Até encontros de pessoas com finalidades supostamente saudáveis, como aquele futebol dos amigos no final de semana, está sendo organizado em torno de cerveja e comida. O jogo vai até perdendo a importância diante das atrações gastronômicas e da birita.

Brincadeiras à parte, precisamos entender que estas 6 funções, puramente fisiológicas, precisam operar equalizadas, em igual valor e importância (não frequência), para que possamos desenvolver uma saúde que valha a pena.

Parece complicado, mas é simples... desde que estejamos dispostos. A nossa falta de disposição em nos equalizar é que torna a execução trabalhosa, mas vale a tentativa. O quanto se conseguir, já é lucro.

Vamos começar?

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Movimentos naturais e saúde


Este texto é mais uma cotribuição do nosso parceiro e colaborador, o Ed Fis Jair Silvany.

Os movimentos são fundamentais para a nossa vida. Tão fundamentais quanto se alimentar ou beber água. 

Os movimentos naturais são todos aqueles movimentos que o indivíduo vai aprender naturalmente em algum momento da vida. São eles: correr, agachar, rolar, saltar, puxar, empurrar, arremessar entre outros. São parte integrante do nosso ser e indispensáveis para a evolução e até sobrevivência do ser humano. O ato de arremessar, por exemplo, foi fundamental na nossa história, desde o desenvolvimento da caça, até como defesa. Imagine que o homem caçava com lança há uns 500.000 anos atrás e se utilizou da própria lança em guerras, há até dois séculos atrás, nas guerras napoleônicas.

Por mais difícil e estranho que pareça, os exercícios que fazemos na academia podem até nos fortalecer, mas de forma alguma preparam nosso corpo para tarefas funcionais. Os movimentos livres nos dão mais força, agilidade, flexibilidade, resistência, elasticidade, coordenação motora e equilíbrio do que qualquer aparelho de musculação. Isso acontece porque os exercícios em aparelhos de musculação isolam um determinado grupo muscular. Como todo músculo do nosso corpo possui um músculo antagônico correspondente, cria-se um desequilíbrio entre os grupos musculares, que o profissional que prescreve exercícios em aparelhos precisa saber compensar adequadamente. Já nos exercícios com movimentos livres, esse desequilíbrio praticamente não acontece pois a pessoa que está executando trabalha todo o grupo muscular ao mesmo tempo.

Sente dificuldade em subir alguns lances de escada? Quando chega no topo sente as pernas ardendo e o coração disparando? Sinal de que suas pernas estão fracas. O ato de agachar melhora nossa mobilidade funcional e nos dá mais velocidade em caminhadas e corridas, resistência em subir escadas e ladeiras, aumento da nossa densidade mineral óssea, redução das chances de fraturas e doenças como osteopenia e osteoporose, fortalece a musculatura do "core" (o centro do corpo, envolvendo grupos musculares de abdome e tórax) evitando dores nas costas, maior altura em saltar e um melhor desempenho nas atividades esportivas. Tudo isso porque o agachamento é um exercício composto, como eu disse anteriormente, recrutando mais de um grupo muscular ao mesmo tempo.

Mulheres que querem ficar com um bumbum durinho, por favor, façam agachamentos! Os exercícios com caneleiras recrutam somente 30% das fibras musculares do glúteo, enquanto o agachamento recruta 70%. O agachamento é um dos melhores exercícios para atletas e para a população em geral, contudo não é um exercício simples. Requer cuidado com postura, execução e carga, como qualquer outro exercício. Apesar disso, está longe de ser um destruidor de joelhos. O que destrói joelho é postura ruim, excesso de peso e impacto.


Outros dois movimentos naturais que sempre andam juntos são o puxar e o empurrar. O cientista Isaac Newton relata, em sua terceira lei do movimento, que para cada ação, há uma reação de igual intensidade e no sentido oposto. Da mesma forma, no corpo humano, cada movimento tem a sua oposição. Como eu já tinha adiantado, todos os músculos no corpo humano possuem seu antagonista. Diversos especialistas acreditam que treinar os músculos agonistas e antagonistas juntos é uma ótima maneira de aumentar a força e o volume muscular. Algumas pesquisas mostram que, quando é realizado um exercício para um grupo muscular e, em seguida, outro exercício para o grupo muscular antagonista, o desenvolvimento de força é maior para o segundo exercício. Este fato ocorre devido a um sistema conhecido como proprioceptivo, que possui, entre outras características, a capacidade de diminuir o risco de lesões. Sua ação ocorre da seguinte maneira: quando é gerada uma tensão elevada em um determinado grupo muscular, o sistema nervoso central emite um sinal para que este grupo muscular relaxe, evitando que uma tensão excessiva ocasione lesões nestes músculos. Ao mesmo tempo, enquanto os músculos atuantes recebem o estímulo do relaxamento, os músculos antagonistas recebem um estímulo para contrair-se, melhorando o mecanismo contra lesão, ou seja, o balanço entre relaxamento e tensão leva ao equilíbrio para evitar contusões.

Tudo bem projetado e funcional no sentido de um rendimento compatível com a capacidade. Este é o equilíbrio natural dos nossos movimentos. Respeitar estes mecanismos nos ajuda a ter resultados de treinamento mais concretos e uma saúde melhor. Esta é a base de diversas metodologias de treinamento, hoje em dia.


Movimentos naturais, respeito aos limites, respeito ao repouso.

Tudo isso também é saúde,

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Por que Low-Carb e Paleo?

Este post é meio longo e um pouco auto-biográfico, mas serve para que você entenda os motivos que me levaram a utilizar esta metodologia. Se você já é meu paciente, fica tudo mais claro. Se não é, terá mais material para decidir se quer vir a ser. Boa leitura!

Eu acompanho o mundo da Nutrição desde os 14 anos. Minha mãe é nutricionista e eu sempre me interessei pelo seu trabalho, por isso venho observando as mudanças há tanto tempo. Nestes mais de 20 anos, vi muitas brigas, debates, discussões, certezas novas, certezas antigas, incertezas, maluquices, modas... uma dinâmica extrema e multifacetada. Uma verdadeira torre de Babel.

Desde a faculdade de Medicina eu vinha buscando compreender melhor as relações metabólicas do corpo humano e os aspectos relativos à Nutrição, tanto do ponto de vista patológico quanto da composição corporal em si. Encontrar uma metodologia que trouxesse a oportunidade de ajudar as pessoas a alcançar e manter uma composição corporal adequada e uma saúde otimizada sempre foi uma prioridade. Isso só se concretizou um bom tempo depois.

Fiz minhas primeiras observações e ensaios em redução de carboidratos na dieta ainda durante a faculdade, mas sem um norte específico e cheio de dúvidas. Foi só quando minha filha nasceu, e minha esposa precisou perder o peso adquirido, que finalmente eu parei pra sedimentar as idéias e trabalhar em uma metodologia que fosse realmente eficaz.

Como não sou nutricionista, eu não podia trabalhar com cardápios e dietoterapia de forma direta. me restringi a organizar um pequeno grupo de orientações alimentares que fizesse o usuário cair dentro dos limites alimentares que eu intencionava, mesmo que ele não compreendesse todo o processo em detalhes. Foi minha primeira experiência com um método puramente indutivo (não em termos de análise, mas no sentido de induzir as pessoas ao caminho correto)... e deu certo!

Minha esposa, Melissa, conseguiu atingir seus objetivos facilmente e se tornou a maior incentivadora para que continuássemos desenvolvendo este processo. Comecei a utilizar a metodologia com os pacientes que eu atendia no Programa Saúde da Família e foi um grande sucesso. Muitas pessoas se beneficiaram de um método indutivo e prático, com carga de carboidratos bem baixa, mas ainda sem uma carga ideológica/antropológica que o embasasse.

Continuei estudando muito o tema. Passei por Atkins, Markham, Sears e Dukan, absorvendo suas idéias e selecionando as partes que mais me interesavam, de acordo com suas evidências, e montando um método próprio cada vez mais eficaz. Tudo estava dando certo mas eu percebia que ainda faltava mais estofo. Faltava a base bioquímica mais detalhada. O que eu utilizava na minha prática, aprendido com Dr Helion Póvoa Filho, Dr Célio, Dr Lair Ribeiro e tantos outros mestres maravilhosos que tive a felicidade de conhecer, era excelente mas me faltava entendimento mais profundo. Foi quando eu encontrei o Prof Henry Okigami e comecei a estudar Bioquímica de verdade.

Foi ótimo perceber que a base bioquímica que eu estava aprendendo me auxiliava na compreensão daquele método que eu já vinha praticando e me fez aperfeiçoá-lo. Continuo estudando tudo que o Henry ensina e cada vez mais portas se abrem através da Bioquímica.

Logo depois de encontrar o Henry, encontrei o blog do Dr José Carlos Souto (veja aqui), falando sobre o estilo de vida Paleo, baseando a alimentação, e outros aspectos da rotina diária, na forma como viviam nossos ancestrais no período Paleolítico. O material do Dr Souto é vasto e muito bem escrito. As fontes de onde ele bebeu são as originais, de Banting a Sisson e Taubes, e ele embasa de forma muito concreta tudo que escreve. Quando encontrei este maravilhoso material, percebi uma coisa: eu já estava caminhando nesta direção, apesar de não saber, detalhadamente, os motivos. Buscando criar um método que induzisse ao acerto
, eu também havia sido induzido. Ainda bem que foi em um sentido extremamente positivo!

Desde este momento, venho me dedicando a aperfeiçoar o método ainda mais. Utilizo minha estratégia indutiva, com algumas restrições e liberações específicas, para favorecer a adesão de cada paciente e para levar cada um deles a um estilo de vida mais próximo do Paleo. Quanto mais próximo conseguimos chegar, melhor, guardando os limites individuais e respeitando o tempo de evolução de cada um. Como nossa cultura alimentar foi tragicamente fraturada e distorcida ao longo dos últimos 65 anos, a transição pode ser trabalhosa, mas ela é possível e traz excelentes resultados.

Não é fácil, mas vale 100% a pena para quem resolve fazer direito.

Vou escrever mais sobre Paleo, Low Carb, alimentos específicos e outros temas interessantes a partir de hoje. Tá na hora de colocar nossas opiniões aqui para que vocês, que se interessam por nosso trabalho, possam acompanhar, opinar e debater.

Saúde e paz a todos! Let's go Paleo/Primal/Low-Carb!

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Mente sã num corpo são

Mais uma excelente contribuição da nossa colaboradora, a Psicóloga Débora Franco, aproveitando para comemorar o dia do Psicólogo.

PARABÉNS A TODOS OS PSICÓLOGOS!

Já percebeu que, não importa quanto tempo você esteja fazendo dieta, tem um momento que você surta diante da comida?


Nós somos puro orgulho dos nossos quilinhos perdidos, mas parece que, de repente, somos dominados pelo desejo incontrolável de comer – especificamente carboidratos e açúcares. A sensação que dá é de que todas as lições e estratégias que foram incorporadas no nosso novo estilo de vida se escondem nas entranhas do infinito e só a bendita tentação vai devolver aquela paz de espírito, alegria e alívio que nós precisamos. Faz um flashback: o que passava na sua cabeça minutos antes de comer? Cadê os pensamentos que controlavam nosso impulso de comer? Parece que tudo o que vem a mente é uma série de argumentos que te dizem: se joga, colega! É por isso que comecei o texto com a citação do poeta romano Juvenal que destaca que o equilíbrio do corpo se reflete na saúde da mente. Mente aqui usada figurativamente para falar dos comportamentos de pensar, sentir e desejar. Será que seus pensamentos e anseios que levam a comer excessivamente são aleatórios e frutos de maus hábitos?

Acho que é importante que você saiba que uma gama de comportamentos são influenciados por uma parte do corpo chamada hipotálamo... mas o que é o hipotálamo?!

Em palavras simples, o hipotálamo é uma região do cérebro que fica abaixo do tálamo (o significado do nome do hipotálamo é “sob o tálamo”). Ele é do tamanho de uma amêndoa e corresponde a 1% do volume do cérebro, entretanto isso não diminui a sua importância e seu poder de influência. Ele controla processos metabólicos e outras atividades fundamentais para homeostase ou equilíbrio do organismo – tá vendo como Juvenal cai bem neste texto? Na parte que nos interessa, ele exerce funções essenciais no processo de aprendizagem, memória, escolha, controle e consumo de alimentos. Alguém tem dúvida que o comer excessivo e pouco seletivo é um comportamento aprendido? Talvez sim, mas provavelmente não soubesse que é monitorado pelo hipotálamo. Ele também pode ser chamado de “sistema de recompensas do cérebro”, já que ele codifica e registra cada experiência que o organismo tem com uma vivência – isso inclui a experiência alimentar. 

Comer é uma experiência sensorial forte e que pode ser associada a momentos prazerosos (falei sobre este aspecto no ultimo post). Obviamente, seu cérebro registra isso como faz com todos os outros comportamentos fundamentais para sua sobrevivência. A ingestão excessiva de carboidratos se dá pelo seu valor energético, sabor e estado corporal. Exemplo: Uma pessoa que vive profundo estresse tende a se sentir cansado, cabisbaixo e seu corpo reflete isso com dores musculares. Uma “pequena” ingestão de carboidratos passa a informação para o nosso sistema de recompensas (Hipotálamo) que esta é uma boa estratégia para driblar com o desequilíbrio que a ansiedade provoca. Por quê? Ele irá liberar serotonina e dopamina, que são responsáveis pela sensação de bem estar. Numa outra situação semelhante, provavelmente o corpo pedirá para você repetir a experiência (faz isso de novo porque deu muito certo!).

Significa que somos reféns do Hipotálamo? Obviamente que não. Toda aprendizagem é passível de ressignificação ou substituição. Podemos aprender novos comportamentos que sejam mais adaptativos e adequados a nossa realidade. Isto inclui o comportamento nutricional. Para tanto é interessante compreender que o corpo leva tempo para se readaptar com as novas circunstancias e tenderá a recorrer a antigas estratégias que foram devidamente registradas como bem sucedidas. Qualquer processo de reeducação alimentar deve ser acompanhado por um médico especializado que verificará os possíveis desequilíbrios metabólicos. Desta forma, chegar ao seu objetivo pode ser uma experiência menos penosa já que seu corpo estará são. E a mente? Pode ser que seu bem estar físico se reflita no seu bem estar emocional o que será ótimo! Ou em alguns casos pode ser que precise de psicoterapia para ajudar a lidar com seus anseios, frustrações e escorregadas (são inerentes ao processo). Seja qual for a sua escolha, lembre-se em ver seu corpo como um todo e que a chave para ser bem sucedido é abraçando toda a sua incrível complexidade.
  
Débora Franco
Psicóloga especialista em Análise do Comportamento
(71) 9183-0049

deborafrancopsi@yahoo.com.br