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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Emagrecer e RESULTADOS... RESULTADOS?

Você já se perguntou o que significa RESULTADO para você?

Trago essa questão por um motivo muito simples: a maioria das pessoas não se pergunta isso.

De que isso importa?

Sem entender o que é RESULTADO, você não tem como compreender qualquer processo em que se envolva, seja ele um profissional, sentimental ou um tratamento de saúde.

Vou focar em um pedido comum: "QUERO EMAGRECER".

Em geral, por culpa de muitas décadas de desinformação dos próprios profissionais que lidam com este assunto, as pessoas pensam que emagrecer significa, diretamente, perder peso. Afirmo categoricamente aqui que isso não é exatamente verdade. Quer ver? Vamos lá.

Comecemos pelo contraponto. Ganhar peso é engordar? Para responder isso, pense em 2 situações. A primeira é aquele onde você, ou qualquer outra pessoa, ganhou muita gordura e teve o peso aumentado. Engordou, neste caso, obviamente E ganhou peso. Agora pense naquele seu amigo que faz muita musculação. Ele ganha MÚSCULOS e aumenta o peso, mas ele engordou?

É ÓBVIO QUE NÃO!

Se ele perder peso, por diminuir o treinamento, perdendo massa muscular, estará EMAGRECENDO?

NÃO!!!

Então parta desta observação e me responda. Se você perder PESO estará, necessariamente, emagrecendo? Fazendo uma ilustração bem exagerada te pergunto: se você tragicamente perder um membro do seu corpo, o que significa uma perda de peso considerável, ficará mais MAGRO?

NÃO!!!

Por tudo isso, eu digo pra vocês que o resultado de um trabalho de emagrecimento bem feito não neste post antigo, mas ainda atual, e pense no assunto. Não precisa ser a perda de peso. Na verdade, estimulo a todos a parar de se pesar. Quando pensamos em emagrecimento responsável, pensamos em perda de gordura corporal, principalmente visceral e/ou ganho de massa muscular. Não apenas em "perdas". Pense seu corpo mais em termos de proporções, de percentuais, do que em termos de volume total. Dê uma lida

Você pode estar pensando em um resultado que não é, exatamente, O resultado.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Tirando mais dúvidas sobre atividade física

Este texto é mais uma contribuição do nosso grande parceiro, o Educador Físico Jair Silvany

Antes da atividade física é preciso comer algo?

No combate à gordura, todas as armas parecem atraentes, desde as práticas mais simples até as mais sacrificantes, como os treinos em jejum. A realização de exercícios antes do café da manhã já era pregada há muito tempo, mas ganhou maior popularidade de uns tempos pra cá.
Diversos estudos têm mostrado que a realização de exercícios em jejum leva a economia de glicose e maior mobilização de gordura durante a atividade e algum tempo após seu término. Porém não devemos esquecer que diante da escassez de alimentos o corpo pode entrar em um estado de "racionamento de energia" diminuindo o gasto energético. Em estudo realizado na Universidade de Vermont foram testadas as respostas metabólicas durante e após uma atividade aeróbia.
Os resultados mostram que 60 minutos após se exercitar em jejum você "queima" mais gordura do que se tivesse ingerido frutose ou glicose antes da atividade. Isso é um resultado interessante, contudo não existem outros estudos significativos suficientes para defender o treino em jejum, por mais que se alegue uma maior utilização relativa de gordura durante e alguns minutos após o treino, estes números não são tão expressivos quando expostos em termos absolutos.
Também não há provas científicas diretas para condenar totalmente a realização de atividades físicas em jejum. Empiricamente, vemos que algumas pessoas se adaptam bem a esta situação, optando inclusive por não se alimentar antes dos treinos. Porém, ressalto que esta é uma questão individual de bem-estar e induzir alguém a praticar atividades físicas em jejum, com objetivos estéticos, sem analisar seu quadro geral, não é um procedimento correto.

Para ter melhores resultados, é preciso sempre trocar de treino?

Nosso corpo precisa de treinamento, para sofrer adaptações e melhorarem sua forma ou capacidade física, em posse dessa informação já vimos que precisamos trocar o treino periodicamente, pois quando o corpo se adapta ao treino, esse não faz mais efeito como deveria.
   É certo que se fizermos o mesmo treino sempre, vamos estar pelo menosgastando energia, porém, não vamos melhorar nosso condicionamento físico pelo simples fato de já estar adaptado. Comparando é o mesmo que estudarmos sempre a mesma lição, ou fazer sempre as mesmas palavras cruzadas. Com o corpo é igual.
   Isso se devido o nosso corpo tem uma alta capacidade de adaptação. Nosso organismo se adapta a qualquer treinamento imposto a ele em aproximadamente 12 semanas. Sendo assim, procure trocar antes desse período.


Quanto mais treinar melhor?

Já vimos aqui que para obter os resultados que deseja deve-se mudar os treinos, desafiar seu corpo, ter disciplina, entre outras coisas. Contudo, o que muitas pessoas não sabem é que os ganhos reais ocorrem durante o descanso, e não quando treinamos. Usando o descanso adequado em conjunto com uma boa série de treinamentos e uma alimentação adequada, você maximizaos resultados.
Isso não significa que você deve parar de treinar e ficar dormindo o dia inteiro, e sim que você deve encontrar o equilíbrio entre a sua rotina de atividades, incluindo o descanso adequado em sua lista de tarefas. Você deve focar em uma formação de qualidade, não de quantidade.
Essa primeira imagem é um gráfico de super compensação, ela serve para visualizar e entender a relação treinamento/descanso. O estímulo na imagemrepresenta a atividade, durante o exercício ao termino, você esta no estágio da fadiga. Ai então entra o papel do descanso, o que o descanso vai fazer recuperar os “danos” causados pelo estímulo, e essa recuperação tem como objetivo ultrapassar o seu condicionamento inicial. O corpo se adapta ao estímulo, fazendo com que fique mais resistente e mais forte. E assim que entrar um novo estímulo esse gráfico se repetirá, melhorando ainda mais seu nível de condicionamento. Caso seu descanso não seja suficiente, a recuperação será incompleta e fará com que seu condicionamento também caia. Veja nessa outra imagem como ficaria sem um descanso ideal.
E agora como deve ser.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Quebrando mais 2 mitos em atividade física

Continuando as idéias do nosso colaborador, o Educador Físico Jair Silvany, componente da equipe Sallus Saúde Integrada:

Olá pessoal, continuando com a série sobre mitos e verdades sobre a atividade física. Um mito bem comum entre as mulheres é que:

Mulheres que treinam braços, costas e peito ficam masculinizadas.

Se você é daquelas que não treina forte os músculos da cintura para cima, porque tal conhecida ou atleta está masculinizada, saiba que isso é mito. Não tenha medo algum quanto a isso. Não é tão fácil assim! 
As mulheres não possuem um quadro hormonal propício para promover tanta hipertrofia muscular a este ponto. Isso pode acontecer, apenas, se fizerem uso de esteroides anabolizantes, que é o que algumas dessas mulheres, com quem vocês se comparam, fazem. Com esta “ajuda” farmacológica, realmente a mulher pode perder sua feminilidade. Afinal, os esteroides anabolizantes costumam ter funções similares às da testosterona. A testosterona, hormônio masculinizante, é responsável pelas características sexuais masculinas: aumento de força e massa muscular, aumento de pelos, engrossamento da voz. Obviamente se as mulheres fizerem uso deste hormônio, consequentemente irão adquirir essas características, mas se treinarem de forma natural, sem a interferência de äuxílios" farmacológicos, podem“mandar ver” que não há risco.

Fica a dica, também, que é muito importante treinar os grupos musculares da cintura pra cima. Vocês não são as primeiras a reclamar de homens que não treinam perna? Então? Também é estranho ver uma mulher com coxas e glúteos desenvolvidos e um tronco magro com braços finos. Temos que buscar a harmonia entre tronco e pernas para que o conjunto fique mais simétrico e esteticamente bonito de se ver.

Além da questão estética, existe uma questão postural. Os músculos do tronco são fundamentais para a manutenção da boa postura.

Outro mito muito comum entre as pessoas é a de que abdominal tira barriga.
Não tira. Existem alguns profissionais e praticantes que defendem que só se consegue alcançar o tão famoso tanquinho com muita abdominal, mas a coisa não é bem por aí.

Um abdômen saliente normalmente assim está por uma combinação de fatores. O indivíduo pode estar com excesso de gordura visceral – que é a gordura que se acumula na cavidade abdominal, entre os órgãos; pode estar com a parede abdominal fraca, o que faz com que o conteúdo da cavidade abdominal se projete para a frente; também pode estar com excesso de gordura subcutânea. Os exercícios abdominais só atuam em um desses fatores: o da estrutura e força da parede abdominal. 
Com a prática destes exercícios, você fortalece a musculatura da parede abdominal, o que ajuda a “segurar” o conteúdo da cavidade abdominal no lugar. Isso não quer dizer que vai perder gordura. Os exercícios abdominais ajudam pouco ou quase nada nos outros fatores, já que o gasto energético deles é baixo e a perda de gordura não se dá de forma localizada, mas no corpo inteiro.

Como faço para perder barriga então?

Antes de qualquer coisa, é importante identificar o porquê (ou os porquês) o seu abdômen está saliente e agir de acordo com cada fator responsável.

No caso da gordura visceral, por exemplo, é preciso evitar o consumo de açúcares e álcool, que são os principais causadores do acúmulo deste tipo de gordura.

Ao mesmo tempo, é importante verificar como esta sua alimentação, pois o meio mais eficiente para perder a gordura abdominal é a dieta. Vale ressaltar que precisa haver paciência, pois a gordura abdominal é teimosa. Além disso, a gordura abdominal é a mais metabolicamente ativa, ou seja, é a que o corpo mais utiliza para as suas diversas reações.

Em breve, mais dúvidas serão tiradas.

Até a próxima!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Pé ante pé você chega onde quer E "antes feito do que perfeito"

Pessoal.

Nós temos pouquíssimas certezas sobre muito poucas coisas em saúde. A maior parte do que vocês

vêem ser divulgado por aí, em TV, internet e revistas, são os modelos teóricos mais aceitos atualmente e não, necessariamente, a realidade. É importante que os profissionais de saúde tenham consciência de que estamos em um processo de constante evolução e precisamos ter a humildade de reconhecer isso, sob pena de causar danos aos pacientes.

Muitas informações taxativas são divulgadas de tempos em tempos. Sempre surge "o método definitivo para emagrecer", "o método mais eficaz para parar de fumar" ou "o estudo que comprova que a substância A é péssima pro organismo e a B é excelente". Isso acontece toda hora e só mostra como estamos buscando, mas ainda estamos longe de encontrar, os verdadeiros detalhes determinantes da nossa saúde plena.

Digo tudo isso pra afirmar uma outra coisa: cuidado com os radicalismos. Muitos podem me questionar, quando falo em radicalismos, mas quero realmente que reflitam sobre isso. Quando radicalizo pedindo para eliminarmos totalmente o açúcar de nossas vidas, tenho motivos compartilhados por boa parte da comunidade científica mundial e, mesmo assim, não fico "passando pito" naquele paciente que fraqueja ocasionalmente. Eu mesmo passo por isso! Quase todos nós fomos "viciados" em alguns tipos de alimentos desde bem pequenos, fixando péssimos hábitos alimentares, mas acreditando, por muito tempo, que era tudo normal e bom.

Não é fácil mudar certos hábitos, principalmente quando eles envolvem substâncias viciantes como o açúcar, que ativa seu cérebro nos mesmos lugares que a cocaína, por exemplo. Os hábitos alimentares também trazem um conteúdo emocional muito denso e isso não se muda facilmente em todos os casos. Dá trabalho. Precisamos usar artifícios de acordo com cada pessoa, respeitando suas individualidades.

Por tudo isso eu quero que você entenda que talvez seu processo de mudança de hábitos nocivos para saudáveis seja um pouco menos linear do que te fizeram imaginar. Eu te recomendo, inclusive, que procure realizar as modificações de forma paulatina, passo-a-passo, ou pode falhar, se não em tudo, em boa parte.

Canso de ver isso no consultório. É aquele paciente que chega cheio de entusiasmo mas comete o engano de tentar fazer dieta, começar a malhar, parar de fumar, parar de beber, dormir cedo, beber mais água, parar de chutar o cachorro e ir à missa todo domingo, tudo de uma vez. Dificilmente há sucesso em tantas mudanças simultâneas.

Pense em realizar as coisas uma de cada vez e planeje isso direitinho com os profissionais de saúde que estejam te acompanhando. Qual o problema em levar 6 meses ou 1 ano para corrigir 25, 30 ou 50 anos de erros? Acredito que você vai sair na vantagem de qualquer jeito. Inclusive, se você conseguir 50% ao invés de 100%, antes de pensar em fracasso observe que você CONQUISTOU metade do caminho! Veja o copo meio cheio e use isso para te motivar a continuar, nunca para se satisfazer com pouco.

Vamos pensar com cautela e lembrar de curtir o caminho para dar consistência aos resultados.

Lembre que, como diz nossa Coach Mel Oliveira, "ANTES FEITO DO QUE PERFEITO".

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

O índice glicêmico é um aliado da dieta!


Este post é uma contribuição da nossa Nutricionista Marília Pontes, integrante da equipe Sallus - Saúde Integrada.

Já pensou em controlar seu peso conhecendo o índice glicêmico dos alimentos?

Não tem como abordar o assunto Índice Glicêmico (IG) sem antes falar da insulina, que é um hormônio produzido no pâncreas e que é liberado na corrente sanguínea para controlar os níveis de glicose no sangue. Esse é um poderoso e eficiente hormônio para controlar o uso, distribuição e o armazenamento de energia no nosso corpo. 

 o índice glicêmico é um indicador da velocidade com que a glicose, presente em um alimento, alcança a corrente sanguínea.

A ingestão constante de alimentos de alto IG faz o pâncreas secretar insulina continuamente para levar essa glicose para dentro das células. Se a ingestão de alimentos com alto IG continua, o corpo começa a converter o excesso de glicose em triglicérides, que são armazenados na forma de gordura. Cada vez mais o seu nível de glicose aumenta, mais insulina é produzida e mais resistente a ela seu organismo fica.

Por isso, dietas com elevado IG levam à hiperinsulinemia, consequentemente promovendo ganho de tecido gorduroso por diminuir os níveis circulantes de combustíveis metabólicos, estimular a fome e favorecer a estocagem de gordura.

Este gráfico está invertido. O ALTO é o verde e o BAIXO é o vermelho
O impacto glicêmico pode variar com o nível de maturação do alimento, forma física, a preparação e interação entre alimentos que são consumidos simultaneamente. Orientação sobre quais alimentos são de baixo IG, a importância de se priorizá-los no dia a dia e de se seguir uma dieta quantitativamente equilibrada pode favorecer um padrão dietético de melhor IG.
É importante lembrar que o índice glicêmico não leva em conta o nutriente do alimento, ou seja, não se deve basear a dieta somente no índice glicêmico.

Aqui está a Referência do índice para saber se o alimento apresenta baixo, moderado ou elevado IG:
Alimentos de alto índice glicêmico (>85)
Alimentos de moderado índice glicêmico (55-85)
Alimentos de baixo índice glicêmico (< 55)

Obs: segundo alguns estudos, dietas restritas em carboidrato são mais benéficas em relação àquelas com baixo teor de gorduras.


Fique atento ao que você come!!!